21/05/2013
Projeto de Releitura #02 - Dragões & Toalhas
Olá, como vai a terça? Depois de quatro dias muito ruins estou de volta com a programação normal do blog. Foram dias bem ruins em vários sentidos, mas ainda assim tive ideia para uma nova coluna e criei coragem de começar a segunda edição do Projeto de Releitura. Ano passado a primeira edição fez bastante sucesso trazendo as resenhas de duas séries queridíssimas e que pouco achamos na blogosfera por terem sido encerradas antes da febre dos blogs. Percy Jackson e Os Olimpianos e Harry Potter. Nessa edição como podem tentar deduzir pelo nome as séries que serão relidas e resenhadas são: "As Crônicas de Gelo e Fogo" & Guia do Mochileiro das Galáxias.
Duas grandes séries que estou querendo reler faz um bom tempo e decidi aproveitar o final de maio e os próximos dois meses para realizar o projeto. São duas séries que estão entre minhas favoritas e que não poderia ficar sem resenha aqui no blog afinal representam muito para meu eu leitora e para a maioria dos leitores do blog. E você que ainda não conhece vai ter a chance de conhecer e ficar com vontade de ler.
20/05/2013
Resenha - Dizem Por Aí
Nome: Dizem Por Aí
No Original: Rumour Has It
Autor (a): Ali Cronin
Tradutor (a): Rita Sussekind
Páginas: 282
Editora: Seguinte
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela. Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela? Será que, no fim das contas, ela é vista como uma garota fútil? Com esse vaivém, e sem saber como agir, Ash fica cada vez mais insegura e confusa, começa a tomar decisões erradas - quem já não saiu com um pensando em esquecer o outro? - e depois, como nunca tinha acontecido antes, se sente totalmente arrependida. Gostar de alguém de verdade estava sendo mais difícil do que parecia...
Quando conheci a série nos lançamentos da Seguinte não sabia se queria ler, afinal não é um gênero que leio muito e principalmente porque romance jovem geralmente é sempre a mesma coisa. O que despertou minha atenção foram os comentários que descreviam o livro. Um retrato mais crível do final da adolescência com sexo, bebedeiras e festas, sem os limites que observamos na literatura. Um grupo de amigos e as experiências do último ano antes da universidade.
No primeiro livro tivemos Sarah, neste segundo volume a história é contada por Ashley, a mais festeira do grupo e a mais liberal em relação ao amor, a namoros e a ficantes. Ashley sempre fez o que deu vontade, seja beber até causar ou dormir com quem quiser. Mas desde que conheceu Dylan a situação mudou. Foi apenas um filme com Donna e os amigos do primo dela. Dylan mal falou três palavras e Ashley sabe que garotos como ele nunca andam e muito menos namoram com garotas como ela. Mas Donna insiste que Dylan gostou dela e só é tímido demais. Ashley não consegue parar de pensar em Dylan, mas na primeira festa que eles se encontram ela faz burrada tentando esquecer de vez o assunto e acaba piorando a situação. A escola inteira está falando pelas costas dela e propagando a piadinha maldosa que alguém escreveu no banheiro. Dos mais novos aos mais velhos todo mundo está comentando da forma mais maldosa possível o assunto. Ashley tenta parecer indiferente, mas já não consegue agir dessa forma. O natal e o fim das aulas estão chegando e Ashley ainda não conseguiu entender Dylan. Além disso tem que lidar com sua irmã mais velha "perfeita" e sua mãe que não para de soltar frases feitas. Se não fosse por Donna e seus outros amigos Ashley já teria explodido com tudo.
Essa é a premissa da história. O final das aulas antes do Natal e o clima de final de ano permeia a história que na voz de Ashley ganha ritmo e principalmente uma história mais acentuada, mais interessante. Ao invés do simples conflito amoroso com Ashley temos um retrato mais complexo do final de uma fase. Ali Cronin mergulha nas dúvidas e nos medos da personagem de forma mais acertada nos mostrando uma garota extremamente forte, mas muito frágil. Misturado com um pouco de humor negro Ashley nos conquista por sua simplicidade e pela premissa de que todos nós erramos, e todos nós merecemos novas chances.
Gostei da forma gradual como a autora desenvolveu a personagem e o entendimento que ela chega ao final da história. Um acerto muito diferente de livros jovens comuns. Outro ponto que achei interessante é a visão de Ashley tem do grupo de amigos. Bem diferente de Sarah, mais sincera e despreocupada, ao mesmo tempo que mais descomprometida. A relação de Ashley com a irmã mais nova e seus comentários sobre a fase da irmã também foi outro ponto refrescante do livro. Ashley é mais do que aparenta e conquista o leitor de forma única. Tem algo mais nela, algo sincero que envolve o leitor. O final não me surpreendeu, mas gostei da forma que aconteceu. Espero ter mais notícias do casal nos outros livros.
Leitura rápida, bem-humorada, gostosa ao mesmo tempo em que desenvolve bem temas sérios, com uma boa reflexiva para jovens que se encontram em situações bastante similares. Ali Cronin evoluiu nesse segundo volume e nos trouxe uma história bem amarrada que vai conquistar de vez os leitores. A edição da Seguinte está ótima, fonte boa, diagramação seguindo o padrão e ótima tradução. Recomendado a todos que procuram algo realmente novo no gênero de romances juvenis. Ousada, sincera e refrescante, a série vai conquistar todos os tipos de leitores. Leiam e se surpreendam! Até mais!
No primeiro livro tivemos Sarah, neste segundo volume a história é contada por Ashley, a mais festeira do grupo e a mais liberal em relação ao amor, a namoros e a ficantes. Ashley sempre fez o que deu vontade, seja beber até causar ou dormir com quem quiser. Mas desde que conheceu Dylan a situação mudou. Foi apenas um filme com Donna e os amigos do primo dela. Dylan mal falou três palavras e Ashley sabe que garotos como ele nunca andam e muito menos namoram com garotas como ela. Mas Donna insiste que Dylan gostou dela e só é tímido demais. Ashley não consegue parar de pensar em Dylan, mas na primeira festa que eles se encontram ela faz burrada tentando esquecer de vez o assunto e acaba piorando a situação. A escola inteira está falando pelas costas dela e propagando a piadinha maldosa que alguém escreveu no banheiro. Dos mais novos aos mais velhos todo mundo está comentando da forma mais maldosa possível o assunto. Ashley tenta parecer indiferente, mas já não consegue agir dessa forma. O natal e o fim das aulas estão chegando e Ashley ainda não conseguiu entender Dylan. Além disso tem que lidar com sua irmã mais velha "perfeita" e sua mãe que não para de soltar frases feitas. Se não fosse por Donna e seus outros amigos Ashley já teria explodido com tudo.
Essa é a premissa da história. O final das aulas antes do Natal e o clima de final de ano permeia a história que na voz de Ashley ganha ritmo e principalmente uma história mais acentuada, mais interessante. Ao invés do simples conflito amoroso com Ashley temos um retrato mais complexo do final de uma fase. Ali Cronin mergulha nas dúvidas e nos medos da personagem de forma mais acertada nos mostrando uma garota extremamente forte, mas muito frágil. Misturado com um pouco de humor negro Ashley nos conquista por sua simplicidade e pela premissa de que todos nós erramos, e todos nós merecemos novas chances.
Gostei da forma gradual como a autora desenvolveu a personagem e o entendimento que ela chega ao final da história. Um acerto muito diferente de livros jovens comuns. Outro ponto que achei interessante é a visão de Ashley tem do grupo de amigos. Bem diferente de Sarah, mais sincera e despreocupada, ao mesmo tempo que mais descomprometida. A relação de Ashley com a irmã mais nova e seus comentários sobre a fase da irmã também foi outro ponto refrescante do livro. Ashley é mais do que aparenta e conquista o leitor de forma única. Tem algo mais nela, algo sincero que envolve o leitor. O final não me surpreendeu, mas gostei da forma que aconteceu. Espero ter mais notícias do casal nos outros livros.
Leitura rápida, bem-humorada, gostosa ao mesmo tempo em que desenvolve bem temas sérios, com uma boa reflexiva para jovens que se encontram em situações bastante similares. Ali Cronin evoluiu nesse segundo volume e nos trouxe uma história bem amarrada que vai conquistar de vez os leitores. A edição da Seguinte está ótima, fonte boa, diagramação seguindo o padrão e ótima tradução. Recomendado a todos que procuram algo realmente novo no gênero de romances juvenis. Ousada, sincera e refrescante, a série vai conquistar todos os tipos de leitores. Leiam e se surpreendam! Até mais!
Garota < 3 Garoto - Ali Cronin
1- Nada É Para Sempre
2- Dizem Por Aí
3- Three's A Crowd
4- Lessons In Love
5- Sem Título Ainda
6- Sem Título Ainda
1- Nada É Para Sempre
2- Dizem Por Aí
3- Three's A Crowd
4- Lessons In Love
5- Sem Título Ainda
6- Sem Título Ainda
17/05/2013
Resenha - A Queda dos Reinos
Nome: A Queda dos Reinos
No Original: Falling Kingdoms
Autor (a): Morgan Rhodes
Tradutor (a): Flávia Souto Maior
Páginas: 408
Editora: Seguinte
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado. Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares.
Desde que vi o livro na lista de lançamentos futuros da Seguinte fiquei ansiosa para ler. Gosto bastante de fantasias nesse estilo e me vi estupefata diante da história desenvolvida por Morgan Rhodes. Para quem estava esperando uma fantasia juvenil a surpresa foi grande, mas muito bem-vinda visto que esse tipo de fantasia mais madura e adulta é dificilmente visto por aqui. Espero o juvenil, o que temos em mães é uma fantasia épica, com traições, lendas, bruxas, ganância, espadas e muito sangue.
Três reinos, quatro protagonistas e o futuro da magia e dos reinos. Lucia, Magnus, Jonas e Cleo estão entrelaçados por um destino sombrio e assustador. Tudo tem início quando Cleo e mais alguns nobres viajaram de Auranos até Paelsia em busca do famoso vinho do reino. Aron nunca foi uma pessoa muito agradável, nobre e cheio de excessos. Já bêbado acaba entrando em conflito com o vendedor dos vinhos e assassinando seu filho. Em Auranos a versão é que Aron agiu em legítima defesa para proteger Cleo, mas Jonas viu tudo e quer vingança contra Cleo e seu reino arrogante. Decidido a convencer o chefe de Paelsia a se rebelar contra Auranos ele procura uma audiência com o chefe. Mal sabendo que o chefe Basilius já havia se aliado ao reino de Limeros e ao rei Gaius, conhecido por todos por Rei Sanguinário. Faz muitos anos que o rei de Limeros deixou claro sua rivalidade a Auranos. Ele sempre desejou conquistar e unir todos os territórios, e essa aliança será o começo de sua ascensão. O que muitos não sabem é que Lucia filho do rei Gaius não é uma garota comum e o rei anseia pelo dia que sua filha se tornará a arma que lhe foi prometido dezesseis anos atrás. Mas Magnus, herdeiro do trono e irmã de Lucia não vai permitir que o pai use sua irmã dessa forma. Ele não é igual ao pai e luta para manter a indiferença diante do homem terrível que o pai é. Magnus, Lucia, Jonas e Cleo pouco a pouco percebem que essa guerra é o começo de tudo, algo errado, muito errado, que levará os quatro a caminhos antes inimagináveis.
O ponto de partida é o começo do conflito. A história é narrada através do ponto de vista dos quatro personagens tornando a trama mais complexa e interessante. Intricados, cada um a sua maneira, nessa guerra que começa os personagens se vem em meio a mudanças e a autora acerta ao trazer para o leitor um misto de visões e sentimentos. É impossível não se ver ligado a história e ainda mais complicado escolher um lado. Desenvolvendo com cuidado trama e personagens Morgan Rhodes surpreende o leitor com uma trama mais adulta, com uma mitologia rica e criativa. Com descrições belas e pontuais a história ainda chama atenção pela ambientação vívida e pela alternância harmoniosa entre a ação, história do mundo, dos personagens e da trama.
Outro ponto que merece destaque é a distinção da voz dos personagens. Um dos maiores problemas de termos vários pontos de vistas é a semelhança entre eles e aqui Rhodes consegue quatro vozes narrativas não só interessantes, mas também ricas e originais. Cada um com suas peculiaridades e características conseguem conquistar o leitor sem soar nem um pouco parecidas. A narrativa tem um ritmo agradável e o entrelaçar das histórias é que instiga o leitor. Encontros, desencontros e revelações pontuam a história assim como a exacerbação de sentimentos que fomentam a guerra. Ódio, vingança e revolta permeia entre os personagens e temas fortes são desenvolvidos. O livro é bastante adulto, mas não diria totalmente. Em certos aspectos pode-se observar elementos juvenis, mas é algo sutil. Os personagens estão todos adentrando na vida adulta e a autora se valeu desse momento de transição com perspicácia.
Leitura rápida, fluida e surpreendente. Morgan Rhodes constrói uma história rica que nos traz as melhores características da fantasia e não poupa personagens. Não apenas ação, espadas, sangue e guerra, mas personagens fortes e resolutos. Uma história de honra, amor, amizade, traição, dor e perda. Uma trama bem entrelaçada que remete aos melhores do gênero. O final é tenso e estou ansiosa para ler a continuação e presenciar o encontro desses personagens maravilhosos.
A edição da Seguinte que tenho é de prova, mas a fonte é boa, eu adorei que mantiveram a capa e a tradução está excelente. Recomendado a todos que gostam de uma boa fantasia, com elementos inovadores, que desperta sentimentos e um mundo a ser descoberto. Recomendo também para aqueles que querem começar no gênero e não sabem por onde. A história vai surpreender e conquistar você. Leiam! Até mais!
Queda dos Reinos - Morgan Rhodes
1- A Queda dos Reinos
2- Rebel Spring
3- Sem Título Ainda
4- Sem Título Ainda
15/05/2013
Novidades e Lançamentos #135
Olá! Hoje vocês já conferiram os lançamentos da Novo Conceito, agora vamos aos lançamentos gerais dessa segunda quinzena de maio e da primeira de junho de algumas editoras. Tem Intrínseca, Record, Rocco, Arqueiro, Suma de Letras, Farol, iD, Paralela, Seguinte, Novo Século, LeYa, Bertrand, Galera Record, Jangada, Europa, Planeta e mais! Já estão todos no Skoob. Vamos aos lançamentos:
Aurora, de Julie Bertagna, 304 páginas. Lançamento: JunhoJá se passaram 16 anos na trama. Mara, a jovem heroína criada pela autora, já não é mais uma menina. Agora ela é mãe de Lily – uma adolescente tão espirituosa quanto a protagonista foi no passado. De olhar curioso e de natureza atrevida, ela se torna peça importante neste terceiro livro. Os pais de Lily revelaram toda a trajetória de nagevações e batalhas por uma terra segura no mundo, como se fosse uma antiga lenda contada ao pé da fogueira. Ao descobrir que aquela jornada petrificante foi vivida, de fato, por sua mãe e tantos outros moradores de Candlewood, Lily se emociona e se vê ainda mais impulsionada em saber a verdade sobre vidas que existem para além do lugar onde vive. Ela quer fazer algo grande e corajoso, algo que vai sobreviver aos anos. Mas nada é tão simples. Não nesta conclusão da saga. Em sua própria aventura, Lily vai se deparar com revelações inimagináveis, viverá situações inesperadas com pessoas e outros seres não exatamente humanos, que antes não passavam de criaturas da imaginação.
Sussuros Ao Luar, de C.C. Hunter, 384 páginas. Lançamento: 28 de maio.Uma nova ameaça agita o acampamento, mudando para sempre a vida de Kylie, de um jeito que ela nunca imaginou. Kylie tem que enfrentar uma gangue de marginais que querem vê-la morta e um avô misterioso que deixa bem claro o quanto desconfia de Shadow Falls. Ao mesmo tempo, ela luta para desvendar os segredos da sua identidade e decifrar os seus sentimentos por Derek e Lucas. Num mundo em constante tumulto, para Kylie só existe uma certeza: a mudança é inevitável e tudo um dia chega ao fim, até mesmo o seu tempo em Shadow Falls.
Novidades e Lançamentos #134
Olá! Hoje eu trago para vocês os lançamentos de junho da Novo Conceito. A editora liberou essa semana os títulos e os pedidos dos parceiros. Aliás aproveito para avisar aos leitores que estão sentindo falta dos sorteios e das resenhas dos livros de fevereiro e março da editora. O correio entregou as duas caixas para outra pessoa. Provavelmente o mesmo número e o mesmo bairro, mas a rua errada. O ladrão, como estou o chamando ainda não foi identificado, mas assim que consegui o endereço e o nome de quem assinou vou atrás dos meus livros. Uma pena é que a editora demorou a liberar o código de rastreio e nessa demora perdi um mês. Vai saber o que a pessoa fez com meus livros... Enfim. Vamos aos lançamentos de junho:
A Menina Que Semeava, de Lou Aronica, 416 páginas.
Chris Astor é um homem maduro, um botânico bem-sucedido, mas, especialmente, um pai amoroso. Sua filha — Becky — é, para ele, seu maior e melhor projeto. Mas a garota, tão amada, tem câncer. O que pode um pai quando sua filha foi acometida por uma doença assim, nociva? Como diminuir o sofrimento de uma criança tão amada? Apesar de sua agonia, Chris encontra uma maneira mágica de acolher sua menininha. Para que ela se recupere bem, e mais rapidamente, ele cria um mundo paralelo, cheio de fantasias, e histórias, e personagens maravilhosos que parecem ter o poder milagroso da convalescência. E nada no mundo, nem sua sanidade, nem seu trabalho, nem mesmo sua mulher serão obstáculos para a determinação deste pai que só tem o propósito de ver sua filha feliz. Uma história sobre desespero, esperança, invenção e descoberta que ultrapassa qualquer razão, qualquer limite, enquanto você revê tudo aquilo em que acredita.
Bruxos e Bruxas, de James Patterson e Gabrielle Charbonnet, 288 páginas.No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.
14/05/2013
Resenha - As 13 Maldições
Nome: As 13 Maldições
No Original: The Thirteen Curses
Autor (a): Michelle Harrison
Tradutor (a): Carolina Selvatici
Páginas: 434
Editora: Bertrand
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Tanya sempre foi uma garota diferente. Desde pequena ela consegue enxergar fadas. Não as que o leitor poderia imaginar, mas seres maus, que tentam lançar-lhe feitiços. São essas criaturas que sequestram o irmão da amiga de Tanya, Red, a qual jura trazê-lo de volta. Contudo, por estar presa em um reino mágico, ela aceita um acordo: seu irmão será devolvido, mas apenas se ela encontrar os berloques do bracelete da amiga, que foram espalhados pelo mundo humano.
Sempre soube que essa trilogia prometia bastante por isso assim que vi o lançamento do segundo livro não resisti em solicitá-lo através da parceria. Principalmente porque o aumento no número de páginas me deixava intrigada. Pelo número aumentado supus uma evolução na história e não estava errada. Michelle Harrison excede as expectativas e prova o que estava claro desde o primeiro livro. Sua trilogia ganha força e se mostra mais forte, mais bela e mais engenhosa.
A história começa pouco tempo depois dos acontecimentos finais do livro anterior. Para Tanya, Fabian e todos no solar Elvesden pouco tempo passou, mas para Red que agora está no mundo das fadas as coisas estão estranhas. A garota se lembra de andar muito no meio de uma floresta e de procurar abrigo no interior de uma sorveira, mas não sabe quanto tempo passou adormecida dentro da árvore. Seus machucados estão cicatrizados, seu cabelo cresceu e a floresta está diferente. Essa sensação de que perdeu meses é assustadora, mas Red sempre soube que o tempo corria diferente no mundo das fadas. Já no solar as coisas andam tranquilas. Tanya tem aprendido muito com avó que agora se abriu para a neta e dividiu tudo o que sabe e todas as histórias sobre as fadas que conhece. Fabian continua usando o colírio que o ajuda a ver fadas. O problema começa quando a nova empregada Nell enche a casa de ratoeiras para pegar "ratos". Ela não aguenta mais os barulhos que vem de dentro das paredes, mas mal sabe ela que não são ratos e sim fadas. O caos se instala no momento que uma das fadas é pega pela ratoeira e na confusão o papagaio de Nell foge para a floresta. Sem pensar Nell vai atrás e Warwick sabendo dos perigos da floresta vai atrás, mas os dois acabam presos na armadilha de um grupo de fadas. E quando dá por si Warwick acorda no porão de um casa e junto com ele está Red. A garota foi presa pela velha bruxa que aterroriza a floresta na qual ela se encontrava. Juntos eles precisam escapar, no solar Elvesden Tanya e todo mundo se preocupa com o sumiço de Warwick. E as coisas só vão piorar quando os treze pingentes do bracelete se espalharem...
Esse é o ponto de partida do enredo e o que se segue é uma narrativa fluida, repleta de elementos novos e um ambiente belíssimo e criativo. Michelle Harrison mantem o ritmo e as características que fizeram do primeiro livro um excelente livro dando continuação ao desenvolvimento dos personagens da sua história. Dessa vez com o foco volta para Red e Warwick nos vemos surpresos pelas histórias de cada um deles. Principalmente a história de Red que está intrinsecamente ligada ao mundo das fadas e ao seu futuro. Com um ritmo cadenciado que evolui ao longo da história pouco a pouco mais peças do quebra-cabeça central vão sendo revelados. Uma história muito bela, mas triste que surpreende a todos com a reviravolta final. A ambientação ganha contornos interessantes, encantadoramente belo, mas que pouco a pouco se torna sombria e gélida. Captando com precisão e vivacidade os momentos em que a trama se encontra.
O enredo ganha em complexidade e a autora nos mostra uma trama intricada e inteligente que prende o leitor tanto pelo universo rico como pelos mistérios envolvendo os personagens e o mundo das fadas. É fascinante a maneira como Harrison dividiu a história entre os personagens e bastante engenhoso a forma como ela pouco a pouco constrói uma protagonista diferente da que imaginamos quando começamos a ler a trilogia. Red é um mistério, e a cada novo capítulo segredos vão sendo revelados aumentando as perguntas. Ela é forte, inteligente e bastante singular assim como a história por trás do mundo das fadas. O final me deixou muito curiosa a respeito que vem por ai. Uma daquelas surpresas que nem em mil anos eu teria imaginado.
Leitura rápida, envolvente e fluida. Uma trama muito bem executada que aliada aos personagens cativantes nos trouxe uma história deliciosa e criativa. O mundo das fadas de Michelle Harrison é ainda mais interessante do que imaginei e com uma história forte por trás a trilogia conquista leitores novos e adultos. A edição da Bertrand está ótima, fonte boa e capa muito bela. Adoraria ver a história da trilogia nos cinemas. Um universo e uma história muito belos. Recomendado a todos que gostam de uma boa fantasia, que vai conquistar ambas as idades, pelo universo, pelos mistérios e segredos, e principalmente pela história. Leiam e se surpreendam! Até mais!
A história começa pouco tempo depois dos acontecimentos finais do livro anterior. Para Tanya, Fabian e todos no solar Elvesden pouco tempo passou, mas para Red que agora está no mundo das fadas as coisas estão estranhas. A garota se lembra de andar muito no meio de uma floresta e de procurar abrigo no interior de uma sorveira, mas não sabe quanto tempo passou adormecida dentro da árvore. Seus machucados estão cicatrizados, seu cabelo cresceu e a floresta está diferente. Essa sensação de que perdeu meses é assustadora, mas Red sempre soube que o tempo corria diferente no mundo das fadas. Já no solar as coisas andam tranquilas. Tanya tem aprendido muito com avó que agora se abriu para a neta e dividiu tudo o que sabe e todas as histórias sobre as fadas que conhece. Fabian continua usando o colírio que o ajuda a ver fadas. O problema começa quando a nova empregada Nell enche a casa de ratoeiras para pegar "ratos". Ela não aguenta mais os barulhos que vem de dentro das paredes, mas mal sabe ela que não são ratos e sim fadas. O caos se instala no momento que uma das fadas é pega pela ratoeira e na confusão o papagaio de Nell foge para a floresta. Sem pensar Nell vai atrás e Warwick sabendo dos perigos da floresta vai atrás, mas os dois acabam presos na armadilha de um grupo de fadas. E quando dá por si Warwick acorda no porão de um casa e junto com ele está Red. A garota foi presa pela velha bruxa que aterroriza a floresta na qual ela se encontrava. Juntos eles precisam escapar, no solar Elvesden Tanya e todo mundo se preocupa com o sumiço de Warwick. E as coisas só vão piorar quando os treze pingentes do bracelete se espalharem...
Esse é o ponto de partida do enredo e o que se segue é uma narrativa fluida, repleta de elementos novos e um ambiente belíssimo e criativo. Michelle Harrison mantem o ritmo e as características que fizeram do primeiro livro um excelente livro dando continuação ao desenvolvimento dos personagens da sua história. Dessa vez com o foco volta para Red e Warwick nos vemos surpresos pelas histórias de cada um deles. Principalmente a história de Red que está intrinsecamente ligada ao mundo das fadas e ao seu futuro. Com um ritmo cadenciado que evolui ao longo da história pouco a pouco mais peças do quebra-cabeça central vão sendo revelados. Uma história muito bela, mas triste que surpreende a todos com a reviravolta final. A ambientação ganha contornos interessantes, encantadoramente belo, mas que pouco a pouco se torna sombria e gélida. Captando com precisão e vivacidade os momentos em que a trama se encontra.
O enredo ganha em complexidade e a autora nos mostra uma trama intricada e inteligente que prende o leitor tanto pelo universo rico como pelos mistérios envolvendo os personagens e o mundo das fadas. É fascinante a maneira como Harrison dividiu a história entre os personagens e bastante engenhoso a forma como ela pouco a pouco constrói uma protagonista diferente da que imaginamos quando começamos a ler a trilogia. Red é um mistério, e a cada novo capítulo segredos vão sendo revelados aumentando as perguntas. Ela é forte, inteligente e bastante singular assim como a história por trás do mundo das fadas. O final me deixou muito curiosa a respeito que vem por ai. Uma daquelas surpresas que nem em mil anos eu teria imaginado.
Leitura rápida, envolvente e fluida. Uma trama muito bem executada que aliada aos personagens cativantes nos trouxe uma história deliciosa e criativa. O mundo das fadas de Michelle Harrison é ainda mais interessante do que imaginei e com uma história forte por trás a trilogia conquista leitores novos e adultos. A edição da Bertrand está ótima, fonte boa e capa muito bela. Adoraria ver a história da trilogia nos cinemas. Um universo e uma história muito belos. Recomendado a todos que gostam de uma boa fantasia, que vai conquistar ambas as idades, pelo universo, pelos mistérios e segredos, e principalmente pela história. Leiam e se surpreendam! Até mais!
Trilogia 13 Tesouros - Michelle Harrison
1- Os 13 Tesouros
2- As 13 Maldições
3- The Thirteen Secrets
1- Os 13 Tesouros
2- As 13 Maldições
3- The Thirteen Secrets
13/05/2013
Resenha - Roubo de Espadas
Nome: Roubo de Espadas
No Original: Theft Of Swords
Autor (a): Michael J. Sullivan
Tradutor (a): José Roberto O’Shea
Páginas: 602
Editora: Record
Comprar: Travessa - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Royce Melborn e Hadrian Blackwater, os ladrões mais habilidosos de todos os reinos, construíram sua fama ao realizar façanhas aparentemente impossíveis. Porém, após concordar em roubar uma famosa espada do interior de um castelo, os dois se envolvem numa trama repleta de armadilhas, anões, elfos, conspirações políticas, magia e, sobretudo, perigosas reviravoltas. Para comtemplar a missão com sucesso, Royce e Hadrian precisam ser cuidadosos ao escolher inimigos e aliados, pois não é apenas a vida da dupla que está em jogo,mas o futuro da Igreja, dos reinos e de todo o mundo.
Desde que me entendo por leitores sou aficionada por fantasia, principalmente epic-fantasy e high-fantasy por isso foi com consternação que aceitei o fato de que se esperasse os livros saírem em português jamais leria grande coisa do gênero. Ano passado em meio aos meus devaneios descobri várias séries e trilogias maravilhosas do gênero, mas já as tinha colocado no patamar do jamais vou ler. Por isso quando vi o livro de Michael J. Sullivan dentre os lançamentos da editora Record quase não acreditei, estampei o sorriso na cara e aproveitei para solicitar o livro como o primeiro da parceria com a editora. Menos de dois dias de leitura e 602 páginas posso dizer que o autor consegue um universo bastante criativo, rico e inovador.
O maior problema das pessoas com fantasia é o medo e a impressão de que tudo descende (de uma forma ruim e repetitiva) daquelas duas séries famosas que vou eximir-me de dizer o nome. E nesse movimento acabam perdendo grandes leituras. Roubo de Espadas nos traz dois ladrões, que logo se pressupõe serem anti-heróis, como protagonistas da história, e que cativam o leitor com uma gama de personalidade única, conflitos interessantes e ações de constroem figuras cheia de segredos e mistérios, diferentes, mas iguais.
Royce e Hadrian estavam voltando do último trabalho quando se deparam com um sujeito que se apresentou como barão DeWitt. Ele queria que a dupla roubasse a espada de um adversário pois sabia que se o enfrentasse em um duelo morreria. Tinha olhado para a mulher errada e o Conde Pickering era conhecido no reino por não deixar barato. Todos tinham medo dos Pickering quando se tratava de espadas. E o conde só costumava vencer quando estava com sua misteriosa espada. Coisa simples à primeira vista não fosse pelo local e pelo evento que estava acontecendo. Royce não queria aceitar, mas Hadrian e sua mania de fazer boas ações o convenceu a aceitar. Ao chegarem no palácio no local indicado pelo barão Royce e Hadrian se viram no meio de uma armadilha, presos pela guarda real acusados de assassinar o rei de Melengar. Seria o fim dos famosos Riyria. Para surpresa de Hadrian e Royce no meio da noite presos em suas celas eles se viram diante da princesa Arista. Ela estava lhes oferecendo uma oportunidade de fuga, mas teriam de levar o príncipe irmão dela junto com eles. Arista suspeitava há dias que algo aconteceria e na tentativa de proteger Alric o quer longe da corte. Partindo pelo rio os dois desconfiam da proposta, mas sem opção melhor aceitam levar o príncipe e o anel do selo real que comprova sua identidade. A missão dos dois é levar o novo rei ao Cárcere da Gutaria, local que nem mesmos dois melhores ladrões dos reinos ouviu falar.
A partir daí a história se desenvolve e os elementos vão se unindo para formar a trama central por trás da história de Hadrian e Royce. Essa é a premissa da primeira parte do livro. Na segunda temos os eventos que se seguem após o término dessa história, por isso não posso dar detalhes da segunda parte sem soltar spoilers. São dois livros dentro de um que dão início aos meandros da busca pelo herdeiro de Novron. Achei interessante a ideia do autor de dividir o território entre monarquistas, nacionalistas e imperialistas. Cada um deles quer erguer um tipo de poder e estão dispostos a tudo para vencer. Por trás de cada grande rei e cada trama política encontra-se a Igreja de Novron que quer forjar a qualquer custo um herdeiro de Novron e impedir que encontrem o verdadeiro. Afinal o herdeiro verdadeiro não seria manipulado pela Igreja e poderia facilmente desmascarar os séculos de mentiras.
Ao lado de Royce e Hadrian temos vários personagens interessantes, cheio de segredos perigosos e segundas intenções. Gostei muito do modo como o autor se preocupa em amarrar todas as pontas da trama ao mesmo tempo em que introduzia peças do enredo. A narrativa é ágil e o ritmo constante, um daqueles raros livros que você tem vontade de ler de novo e de novo. É raro ver em livros de fantasia autores que acertam o equilíbrio entre o desenvolvimento dos personagens e do enredo central. A construção do mundo é criativo e o autor surpreende invertendo a ordem comum nos mundos de fantasia. Os elfos apesar da riqueza cultural e intelectual foram subjugados pelos humanos em uma guerra há quase um milênio, o antigo império caiu em um golpe e a paz reina hesitante. O eterno jogo político que impede a estrutura de ruir de uma só vez. Estou bastante curiosa para saber o que vem a seguir visto que ficaram perguntas interessantes no ar. Royce e Hadrian, ambos mais do que ninguém têm segredos a esconder, mas de que forma isso está ligado a trama central ainda estou tentando deduzir. E minha ansiedade ainda vai me matar. O que de tão grave pode separar esses dois no futuro?
Leitura rápida, instigante e viciante. Descrições acertadas, ambientação rica e um mundo com mitologia interessante e inovadora. Escrita fluída que encadeia elementos complexos com facilidade sem perder o ritmo. A edição da Record está ótima, fonte boa e tradução ótima. A princípio estranhei a capa, mas gostei. A história ficaria perfeita no cinema ou na TV. Recomendado a todos que buscam uma boa história de fantasia, mais complexa e criativa, que surpreende o leitor. Mistério, traição, segredos e ações heroicas dão o tom desse começo de série. Leiam! Até mais!
O maior problema das pessoas com fantasia é o medo e a impressão de que tudo descende (de uma forma ruim e repetitiva) daquelas duas séries famosas que vou eximir-me de dizer o nome. E nesse movimento acabam perdendo grandes leituras. Roubo de Espadas nos traz dois ladrões, que logo se pressupõe serem anti-heróis, como protagonistas da história, e que cativam o leitor com uma gama de personalidade única, conflitos interessantes e ações de constroem figuras cheia de segredos e mistérios, diferentes, mas iguais.
Royce e Hadrian estavam voltando do último trabalho quando se deparam com um sujeito que se apresentou como barão DeWitt. Ele queria que a dupla roubasse a espada de um adversário pois sabia que se o enfrentasse em um duelo morreria. Tinha olhado para a mulher errada e o Conde Pickering era conhecido no reino por não deixar barato. Todos tinham medo dos Pickering quando se tratava de espadas. E o conde só costumava vencer quando estava com sua misteriosa espada. Coisa simples à primeira vista não fosse pelo local e pelo evento que estava acontecendo. Royce não queria aceitar, mas Hadrian e sua mania de fazer boas ações o convenceu a aceitar. Ao chegarem no palácio no local indicado pelo barão Royce e Hadrian se viram no meio de uma armadilha, presos pela guarda real acusados de assassinar o rei de Melengar. Seria o fim dos famosos Riyria. Para surpresa de Hadrian e Royce no meio da noite presos em suas celas eles se viram diante da princesa Arista. Ela estava lhes oferecendo uma oportunidade de fuga, mas teriam de levar o príncipe irmão dela junto com eles. Arista suspeitava há dias que algo aconteceria e na tentativa de proteger Alric o quer longe da corte. Partindo pelo rio os dois desconfiam da proposta, mas sem opção melhor aceitam levar o príncipe e o anel do selo real que comprova sua identidade. A missão dos dois é levar o novo rei ao Cárcere da Gutaria, local que nem mesmos dois melhores ladrões dos reinos ouviu falar.
A partir daí a história se desenvolve e os elementos vão se unindo para formar a trama central por trás da história de Hadrian e Royce. Essa é a premissa da primeira parte do livro. Na segunda temos os eventos que se seguem após o término dessa história, por isso não posso dar detalhes da segunda parte sem soltar spoilers. São dois livros dentro de um que dão início aos meandros da busca pelo herdeiro de Novron. Achei interessante a ideia do autor de dividir o território entre monarquistas, nacionalistas e imperialistas. Cada um deles quer erguer um tipo de poder e estão dispostos a tudo para vencer. Por trás de cada grande rei e cada trama política encontra-se a Igreja de Novron que quer forjar a qualquer custo um herdeiro de Novron e impedir que encontrem o verdadeiro. Afinal o herdeiro verdadeiro não seria manipulado pela Igreja e poderia facilmente desmascarar os séculos de mentiras.
Ao lado de Royce e Hadrian temos vários personagens interessantes, cheio de segredos perigosos e segundas intenções. Gostei muito do modo como o autor se preocupa em amarrar todas as pontas da trama ao mesmo tempo em que introduzia peças do enredo. A narrativa é ágil e o ritmo constante, um daqueles raros livros que você tem vontade de ler de novo e de novo. É raro ver em livros de fantasia autores que acertam o equilíbrio entre o desenvolvimento dos personagens e do enredo central. A construção do mundo é criativo e o autor surpreende invertendo a ordem comum nos mundos de fantasia. Os elfos apesar da riqueza cultural e intelectual foram subjugados pelos humanos em uma guerra há quase um milênio, o antigo império caiu em um golpe e a paz reina hesitante. O eterno jogo político que impede a estrutura de ruir de uma só vez. Estou bastante curiosa para saber o que vem a seguir visto que ficaram perguntas interessantes no ar. Royce e Hadrian, ambos mais do que ninguém têm segredos a esconder, mas de que forma isso está ligado a trama central ainda estou tentando deduzir. E minha ansiedade ainda vai me matar. O que de tão grave pode separar esses dois no futuro?
Leitura rápida, instigante e viciante. Descrições acertadas, ambientação rica e um mundo com mitologia interessante e inovadora. Escrita fluída que encadeia elementos complexos com facilidade sem perder o ritmo. A edição da Record está ótima, fonte boa e tradução ótima. A princípio estranhei a capa, mas gostei. A história ficaria perfeita no cinema ou na TV. Recomendado a todos que buscam uma boa história de fantasia, mais complexa e criativa, que surpreende o leitor. Mistério, traição, segredos e ações heroicas dão o tom desse começo de série. Leiam! Até mais!
Revelações de Riyria - Michael J. Sullivan
1- Roubo de Espadas
2- Rise Of Empire
3- Heir Of Novron
12/05/2013
Promoção - Thrillers
Está no ar sexagésima quinta promoção do Cultivando a Leitura e mais uma em parceria com a editora Intrínseca fechando a semana de thrillers da editora. Os livros sorteados são "Garota Exemplar" de Gillian Flynn e No Escuro de Elizabeth Haynes, ambos thrillers de sucesso lançados esse ano pelo editora. Vocês conferiram a resenha do primeiro aqui no blog e em breve conferirão a do segundo. Histórias eletrizantes com tramas desconcertantes e inteligentes. A promoção é via Rafflecopter com chances extras e você terá até o dia 15 de junho para participar. Qualquer dúvida sobre a promoção poderá ser esclarecida nos comentários, via e-mail ou twitter. Vamos a promoção:
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