27/07/2014

Resenha - A Maldição dos Ancestrais


Nome: A Maldição dos Ancestrais
No Original: Curse Of The Ancients
Autor (a): Matt de La Peña
Tradutor (a): Alexandre Boide
Páginas: 208
Editora: Seguinte
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Quando Dak, Sera e Riq chegam ao próximo destino em sua jornada para consertar falhas históricas, são recebidos por uma tempestade. Eles estão na península de Yucatán, lar dos antigos maias, na época da chegada dos colonizadores espanhóis -ou pelo menos deveria ser assim. Sera tem certeza de que programou o Anel do Infinito corretamente, mas eles parecem estar séculos adiantados. Enquanto tentam descobrir o que aconteceu, os três jovens desconfiam que talvez exista um motivo para estarem ali: bem naquele momento os anciãos da aldeia estão escrevendo um códice importantíssimo, que travaria o destino daquele povo para sempre. Na escola, Dak e Sera haviam aprendido que os maias eram uma civilização violenta e cruel, mas talvez a história e a cultura daquela sociedade tenham sido mal interpretadas...

Desde que comecei a série passei por altos e baixos com a evolução da história e de seus personagens, no terceiro tivemos uma história mais séria, com um ótimo desenvolvimento do lado histórico, por isso minhas expectativas para esse quarto livro eram altas. Voltando através das mãos de Matt de La Peña, Sera, Dak e Riq se encontram em meio aos Maias, e a história dessa continuação surpreende equilibrar a revelação de segredos importantes da trama central a apresentação do povo e da cultura maia.

Fraturas são erros na história, pontos onde devia ter acontecido algo, mas que a SQ alterou em benefício próprio e o grupo viaja através do tempo consertando-os. Já consertaram o descobrimento das Américas por Colombo e ajudaram os escravos e o norte vencer a guerra civil nos Estados Unidos, passaram por Paris, Washington, Japão e mais. Depois de consertar seis fraturas, três nos livros, três nos jogos, Sera, Dak e Riq tentavam entender porque tinham chegado na época errada. Eles estão na península de Yucatán, lar dos Maias, chegando no meio de uma forte tempestade, os três observam diversas pessoas fugindo para se esconder. É ai que o autor surpreende tirando Dak da equação e focando em Riq, que encontra Kisa, uma garota que ama fazer joias, mesmo todos dizendo que ela é uma garota. Enquanto isso Sera conversa com Pacal, um escriba do observatório, fascinada com o códice que ele está escrevendo ela não está por perto quando Dak acorda. Quando os homens do grande rei Yuknoom aparecem antecipando a visita real e requisitando todos os segredos contidos no códice, ameaçando levá-lo junto com o anel do infinito, os três precisam de um plano para escapar e seguir para o segundo encontro com os Maias em 1562 para enfim consertar a fratura e tirar a SQ do centro dos códices Maias.

É a partir dessa premissa que o autor desenvolveu a história, focando a trama em Riq e aproveitando a quebra entre os dois períodos históricos para fazer fluir a história central da série. La Peña continua no mesmo ritmo que seus antecessores quando a questão é a rixa entre Dak e Riq, o que tornou esse livro tão irritante quanto os outros nesse aspecto. Já havia comentado que não gosto do modo como os autores veem colocando a relação do trio, foi ótimo no livro anterior essa questão ter praticamente sumido, e uma pena que tenha voltado a eterna troca de farpas dos dois. Já Sera revela grandes partes de sua história nessa trama, sua origem e um pouco mais dos pais que ela nunca conhecera. Por esse lado o autor acerta no ponto, avançando na medida a história central da série e cativando o leitor em ambos os pontos.

A ambientação dá destaque para a antiga civilização, que nos últimos anos ficou conhecida por um fato errôneo, a profecia que o mundo acabaria em 2012, no livro o autor aproveita a chance para falar da cultura dos Maias, através do conteúdo do códice de suas crenças e um pouco de seus costumes. O que eu gostei foi a divisão na viagem, os três passaram pelo mesmo local em duas épocas, e isso enriqueceu a história, ver como a passagem deles mudou a vida do vilarejo. A chegada dos Guardiões da História na América e mais. Ainda acho desnecessária a rixa entre Riq e Dak, e foi ótimo ver o autor atenuando parte disso com o que aconteceu a Dak. A história termina nos deixando curiosos sobre Sera e sobre os pais de Dak, além de satisfeitos com toda ação no território Maia. Ansiosa pelo próximo volume.

Leitura rápida, gostosa e que flui naturalmente, nos instigando pelo cenário histórico. Mesmo sendo juvenil as tramas conseguem trazer de forma bem criativa diferentes períodos, e ainda investem em partes pouco faladas da História ao contrário do esperado. Matt de La Peña pega a história em um ótimo momento e entrega de forma digna o bastão. A edição da Seguinte continua ótima, capa bem adaptada e boa fonte. Recomendado a todos que gostam de séries juvenis, com ação, passagens ágeis, com curiosidades, que trazem períodos interessantes e com boa trama central. Leiam e se surpreendam! Até mais!

Infinity Ring - Vários Autores
1- Um Motim no Tempo
2- Dividir e Conquistar
3- O Alçapão
4- A Maldição dos Ancestrais
5- A Caverna das Maravilhas
6- Behind of Enemy Lines
7- The Iron Empire
8- Eternity

26/07/2014

Resenha - Geek Girl


Nome: Geek Girl
No Original: Geek Girl
Autor (a): Holly Smale
Tradutor (a): Fal Azevedo
Páginas: 256
Editora: Fundamento
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Harriet Manners tem 15 anos e sabe tudo... sobre quase tudo. Ela só não sabe porque ninguém na escola parece gostar dela - especialmente sua arqui-inimiga Alexa, que adora humilhá-la todos os dias. Harriet só queria que sua vida fosse diferente... Quando Nat, sua melhor amiga, a arrasta para fazer compras num evento badalado, Harriet é descoberta por uma agência de modelos. É a grande chance de recomeçar! Mas tem um pequeno detalhe: Harriet não conhece nada sobre moda. Na verdade, ela não "Dá a mínima para a moda". E, claro, tem a Nat, que é linda, fashionista e sempre quis ser modelo. Seria como roubar o sonho da sua melhor amiga, não é? Será que Harriet vai gostar do mundo da moda? Ou melhor, será que o mundo da moda vai gostar dela?

Conheci o livro de Holly Smale por causa do título e acabei curiosa por lê-lo pelo mesmo motivo. Desde pequena sou chamada de nerd e geek, e sempre que encontro livro com personagens do tipo procuro ler, mesmo com a premissa improvável e juvenil. Holly Smale consegue uma boa história, com uma protagonista que cativa o leitor e ótimas passagens em meio as mudanças na vida da mesma. Conheçam.

Harriet Manners é uma geek e está cansada de aguentar as humilhações da colega de colégio Alexa. Sua vida só não é mais detestável por causa de Nat. Que já cansou de dizer para Harriet não se importar com o que os outros pensam, mas Harriet não consegue. Ela sabe de tanta coisa, mas nada disso importa, só piora as coisas o fato de Harriet não ligar nem um pouco para moda, suas roupas são funcionais, e variam de camisas estampadas com o ursinho Pooh a jeans, moletons, tudo básico. Quando Nat pede para ela acompanhá-la na viagem que todo ano a turma faz para uma feira de roupas, Harriet não imagina a confusão que sua vida está prestes a virar. Nat acredita que a feira estará cheia de olheiros das grandes agências. Por isso quando Harriet, desastrada destrói uma banca de chapéus e conhece Wilbur, um agente de uma das maiores agências, ela acha que ele está brincando. Ela, Harriet, a geek de óculos, desastrada e que não liga a mínima para moda, modelo? Nunca, mas Wilbur não quer saber e pede seu telefone. Fugindo dele, ela não pode nem pensar em ser modelo, esse é o sonho de Nat, porém quando mais uma vez é humilhada por Alexa dentro de sala de aula, Harriet decide que quer ser outra pessoa e o que melhor do que fazer um trabalho como modelo, apenas um. Se fosse apenas um, apenas o suficiente para dar a chance de mudá-la, sem ninguém ficar sabendo, mas Harriet não conta que trabalhar para uma das estilistas mais badaladas do circuito pode ser mais chamativo do que ela imagina, afinal ela não conhece nada de moda. Entre uma viagem inesperada, um programa de TV, jornais e uma colega de classe maldosa, Harriet terá que se virar para equilibrar sua vida, e a mentira que resolver contar.

É essa a premissa da história apresentada por Holly Smale e se em um primeiro momento estranhei o tom da protagonista à medida que os capítulos avançaram consegui me simpatizar com ela. A narrativa é em primeira pessoa, bastante fluida, a história corre rápido e nem percebemos o passar das páginas. A autora foca na protagonista, desenvolvendo seu amadurecimento de forma lenta e gradual. Esse primeiro livro é o começo, mas também a preparação do terreno para a trama da trilogia. Harriet está no centro das mudanças, é apenas o primeiro passo dela na carreira de modelo e na aceitação de quem é.

O que mais gostei foi a personalidade de Harriet, inteligente, sempre cheia de comentários curiosos e que melhora ao longo da história, tornando-a mais confiante. O que menos gostei foi o fato de como uma pessoa que sofreu bullying desde cedo confiar em todo mundo. Harriet ter confiado nas modelos foi o cúmulo. Uma pessoa que sofre na mão de colegas maldosos não confia facilmente. Espero que a autora mude isso no próximo livro. No mais a trama é bastante fiel a realidade. Smale pelo jeito pesquisou antes ou conhecia o universo da moda porque soa realista, e ao final ficamos curiosos para ver a evolução de Harriet nesse universo. O próximo livro deve ser melhor ainda do que esse.

Leitura rápida, agradável e que vai conquistar os que procuram uma história leve, divertida e que pouco a pouco cativa o leitor. Holly Smale criou uma história atual e que promete surpreender o leitor. A edição da Fundamento está muito boa, fonte agradável, diagramação bonita e uma capa que apesar de simples, casa com a história. Recomendo a todos que gostam de um bom juvenil, de cenário diferente, que investe nos personagens e que ainda surpreende com curiosidades e fatos interessantes. Leiam! Até mais!

Geek Girl - Holly Smale
1- Geek Girl
2- Model Misfit
3- Picture Perfect

24/07/2014

Intrínseca divulga novas capas da série Percy Jackson

Olá! Como vai o dia? Hoje trago para vocês as novas capas da série Percy Jackson e Os Olimpianos. A série lançada aqui pela editora Intrínseca escrita por Rick Riordan que é sucesso no mundo todo e foi o começo de uma carreira de sucesso para o autor chega agora em agosto com novas edições nas livrarias. Os livros já estão no Skoob e em breve em pré-venda. Quem quiser pode adicionar as duas versões no Skoob sem problemas. Vamos as capas:


E ai? Gostaram da novidade? Eu adorei, a arte dessa versão é bem bonita e quem sabe eu compro. Gosto muito da série e é sempre bom ter mais uma edição de cada, mas ando sem espaço portanto não sei. Custei a arrumar as capas em versão de alta resolução e se for divulgar dê crédito ou então divulgue as pequenas se as achar. O que acharam? Comentem ai. Preferem essa ou a outra? Se ainda não leram é uma boa oportunidade. Por enquanto é isso! Até mais!

23/07/2014

Resenha - Confesso Que Menti


Nome: Confesso Que Menti
No Original: Liar
Autor (a): Justine Larbalestier
Tradutor (a): Alice Mello
Páginas: 320
Editora: Galera
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Micah Wilkins é uma mentirosa compulsiva. Para ela, mentir é tão natural quanto respirar. Por isso é preciso prestar muita atenção a seu relato e desconfiar de tudo o que ela disser. Por que ela mente? É um segredo que envolve o outro. Tudo começou com a família. Desde então Micah criou um labirinto de mentiras para manter todos afastados da única e terrível verdade. Mas quando seu namorado Zach é encontrado morto em circunstâncias violentas e misteriosas, o comportamento nada confiável da menina a transforma na principal suspeita. Agora, para desvendar essa trama e provar sua inocência, Micah Wilkins promete contar apenas a verdade e nada mais que a verdade.

Desde o dia que cadastrei o livro no Skoob ficara intrigada com a premissa dessa nova história de Justine Larbalestier que a Galera trazia para o Brasil. Uma mentirosa compulsiva? Um assassinato? Era a fórmula certa para me deixar curiosa e por isso mesmo não hesitei em solicitar o livro. Que mal havia em uma história de mistério e suspense jovem adulto? Mas para minha total e completa surpresa o livro traz um elemento inesperado. Algo que jamais imaginei que ele possuiria e que não vou contar, perde a graça se eu contar, portanto conheçam Confesso Que Menti e o porquê devem dar uma chance para Micah.

A história de Micah é incomum desde o princípio. Narrada inteiramente em forma de relato, durante toda a trama a autora se esforça para passar ao leitor a impressão de que estamos na mesma sala que sua protagonista, e assim Micah nos conta o antes, o depois e a escola, sempre em partes que fluem ao longo do livro. Do passado que levou Micah até a sua atual condição, o presente e interlúdios sobre sua vida, sobre a família ou apenas para colocar determinados pensamentos. A ponta da trama é o momento em que ela descobre que Zach estava morto. Seu namorado, mas apenas fora do colégio. Lá ele era namorado da Sarah, a garota popular e rica e ele era o jogador de basquete. Do lado de fora ele era de Micah, os dois corriam junto e namoravam. Pouco a pouco vamos conhecendo não só Micah, mas tudo o que é importante para a trama, todas as partes que se encaixam nos levando ao assassinato de Zach, que ao final não é a única coisa importante, talvez nem a mais importante da história.

Micah deixa claro desde o começo que é uma mentirosa. Primeiro você precisa entender que Micah não é uma mentirosa comum. No colégio todos sabem que ela é uma mentirosa, por causa de um mal-entendido no primeiro dia de aula Micah deixou todos pensando que ela era um menino, já disse que era hermafrodita, que seu pai era traficante de armas e muitas outras coisas piores. No começo você não vai se identificar com a personagem, Micah não se abre facilmente e nem se deixa gostar. A autora foi muito perspicaz ao usar esse tipo de recurso porque à medida que a trama avançava começamos a compreender Micah, aos poucos, de forma bastante realista, e a cada momento que compreendíamos ela mais começamos a nos simpatizar por ela.

A história construída por Larbalestier é audaciosa e inovadora, os elementos que ela intrica para dar vida a Micah são diferentes e poderia ter dado muito errado. O livro tem três partes, e da segunda para frente, onde a autora coloca tudo aberto para o leitor funciona muito melhor. Foi ali que o livro se transformou e acabei gostando, sentindo pela história de Micah e por isso mais uma vez repito, não descubra os segredos do livro, leia, tenha cuidado com as resenhas que lê porque perderá o melhor da história se descobrir tudo antes. A ambientação, Nova York, foi perfeita, gosto da cidade e a autora conseguiu um cenário vívido, mas verdadeiro, ela consegue uma Nova York realista. Os personagens secundários também cumprem bem o papel e até fiquei curiosa para conhecer suas próprias histórias.

A leitura flui em um ritmo próprio, nem rápido, nem lento e é boa de ler, e surpreende. Ficamos presos pela curiosidade no começo e a cada capítulo ficamos mais interessados e somos instigados até o fim. A escrita de Justine Larbalestier é rica, é nítido que sua história é bem baseada, fundada em uma boa pesquisa, o que tornou a história ainda melhor. A edição da Galera está ótima, fonte padrão, bom título e uma capa criativa, que dá pistas da história. É uma história diferente, não vai agradar a todos, mas gostei, a premissa e o desenvolvimento é bem diferente e criativo. Recomendado a todos que procuram um livro realmente diferente, criativo, com suspense e mistério, mas também triste e comovente. Leiam e se surpreendam!

22/07/2014

Resenha - A Extraordinária Garota Chamada Estrela


Nome: A Extraordinária Garota Chamada Estrela
No Original: Stargirl
Autor (a): Jerry Spinelli
Tradutor (a): Eric Novello
Páginas: 192
Editora: Gutenberg
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: A garota chamada Estrela. Ela é tão mágica quanto o céu do deserto. É tão estranha quanto seu rato de estimação. É tão misteriosa quanto seu próprio nome. Com um simples sorriso, ela cativa totalmente o coração de Leo Borlock. Com sua alegria, ela incendeia uma revolução por liberdade e autenticidade no espírito de sua escola. No começo, os colegas encantam-se com ela por tudo o que a faz ser diferente. Mas isso começa a mudar, e Leo, apaixonado e apreensivo, percebe que a única coisa que pode salvá-la das críticas é a mesma que pode destruí-la: ser alguém comum. Nesta celebração do inconformismo, o premiado Jerry Spinelli tece um conto tenso e comovente sobre os percalços da necessidade de ser popular e da emoção e inspiração do primeiro amor.

Quando vi o livro nos lançamentos da Gutenberg fiquei muito surpresa. É raro um livro sair sem eu saber de antecedência que ela está chegando e por isso foi ótimo essa novidade. Um livro que não fazia ideia que a editora havia comprado e que já iria publicá-lo. A história de Jerry Spinelli já é considerada por muitos um clássico do gênero jovem adulto, da ficção realista e de crescimento. De forma simples e direta o autor nos apresenta Estrela, a garota que era mais do que diferente ou estranha, e através dela desenvolve uma história bela e triste sobre a padronização excessiva dos dias de hoje e do preço que pagamos por sermos iguais e o que perdemos com isso.

Leo Borlock achou que seria apenas mais um ano no colégio, mas estava enganado. No primeiro dia de aula surge Estrela, uma garota cheia de sardas e que age contra todas as regras não ditas do colégio. Ela é tão única e deixa todos tão embasbacados que ninguém consegue falar nada. Todos comentam, todos têm uma teoria para a origem de Estrela, a garota que com suas roupas cheias de girassóis ou frutas, as vezes perucas e um ukulele, que toca desde o primeiro dia no refeitório junto com os parabéns para o aniversariante do dia, seja ele quem for, atleta, cheerleader ou nerd. Leo fica fascinado, assustado, sem palavras. Não consegue entender o enigma que Estrela é. Todos estão assim, de tão diferente que Estrela é não conseguem sequer pensar em falar algo sobre a autenticidade proibida de Estrela. Alguns pensam que ela é uma frauda inventada pelo colégio para convencê-los de algo, mas à medida que os dias vão passando e Estrela continua aparecendo. Quando Estrela é entrevistada no programa que Leo e seu amigo têm no colégio, Leo sabe que está apaixonado por Estrela, que surpreende a todos conseguindo entrar para as cheerleaders. A escola parecia animada com o jeito diferente de Estrela, mas afinal existe um limite e quando ela o atravessa todo mundo que estava encantado com o seu jeito de ser vira as costas para ela. Pego no meio dessa mudança súbita Leo não sabe o que fazer. Dizer para Estrela ser normal? Apoiar seu comportamento? Por que Estrela age assim? Ela precisa realmente ser salva do próprio comportamento?

É a partir daí que a história se desenvolve e não acho justo resumir a história narrada por Leo em um simples parágrafo. A história de Estrela é curta, cativante e comovente. Através da voz de Leo acompanhamos a passagem meteórica da garota pelo colégio. Spinelli escolhe um ponto de vista exterior para contar sua história e funciona perfeitamente bem. Ao acompanhar o relato de Leo temos a sensação de que estamos ao seu lado. O ritmo é bastante fluído assim como a ambientação é básica, refletindo com realidade o cenário dos colégios americanos. Com um tom sutil e sensível o autor desenvolve uma crítica ácida a padronização da sociedade atual, tocando o leitor de forma única.

Ao conhecer Estrela ficamos tão chocados e maravilhados como os personagens que habitam o colégio de Leo. Não é difícil associar a protagonista com alguém em nossas vidas e assim como Leo muitos de nós tentam a mesma coisa ao invés de apenas aceitar e apreciar as diferenças. A crítica de Spinelli vai além de mostrar como somos iguais na nossa tentativa de sermos aceito. Com a história de Estrela e o tanto que ela marcou na vida de Leo o autor ao mesmo tempo alerta e mostra que muitas vezes perdemos a chance de conhecer pessoas interessantes. Os capítulos finais foram diferente do que imaginei e deixa uma mensagem que precisa ser lida por todos, principalmente os mais jovens que lidam com a pressão de ser normal e igual diariamente.

Leitura rápida e gostosa. Estou ansiosa para ler o segundo livro e acompanhar mais um pouco da história de Estrela. Jerry Spinelli apresentou uma história para jovens, mas que passa uma mensagem para qualquer idade. A edição da Gutenberg está ótima, fonte agradável, boa tradução e capa bem adaptada, apesar de que preferia a versão simples do título. Recomendo a todos, uma história curta, mas bonita, uma narrativa gostosa, com uma personagem que vai fazer você analisar as próprias atitudes. Leiam e se encantem! Até mais!

Estrela - Jerry Spinelli
1- A Extraordinária Garota Chamada Estrela
2- Love, Stargirl

21/07/2014

Divulgada a capa do primeiro livro do selo Fantástica Rocco

Olá! Como vai? A notícia que animou vários leitores foi o novo selo da Rocco, o Fantástica e para marcar a novidade a autora Carolina Munhóz divulgou a capa do primeiro livro a sair pelo selo. O livro é resultado de sua parceria com a atriz e escritora, Sophia Abrahão. O livro já está no Skoob assim como nas redes sociais do blog e no Guia e Lançamentos. Assim que ele entrar em pré-venda eu comunico a vocês, por enquanto conheçam a capa e a sinopse de "O Reino das Vozes Que Não Se Calam":

O Reino das Vozes Que Não Se Calam, de Carolina Munhóz e Sophia Abrahão, 125 páginas.
Se você encontrasse um lugar onde todos o aceitassem seria capaz de abandoná-lo? Sophie se esconde de todos e de si mesma: insegura, não consegue enxergar sua beleza e talento, e sente dificuldade em se relacionar com os outros. Seu dia a dia se perde entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos. Desamparada e sem coragem de lidar com seus problemas, ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calam e as criaturas encantadas se tornam reais. Um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar. Dividida entre a realidade e a fantasia, Sophie contará com a ajuda preciosa de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.

E ai? Gostaram da novidade? A capa ficou bonita, o livro é bem curtinho pelo que está no cadastro. Vou conferir para ver como que é eu acho, não sei se é bem fantasia fantasia das que gosto, mas vou ler. Torcendo muito para que saia certas séries, trilogias e avulsos do gênero que tanto gosto logo. Enfim. Comentem ai o que acharam. Por enquanto é isso! Até mais!

Fantástica Rocco, o novo selo da editora Rocco chega em agosto

Olá! Como vai o dia? Acabou de sair nas redes sociais a novidade que muitos estavam esperando. A editora Rocco anunciou oficialmente a estreia de seu novo selo, o Fantástica Rocco. O selo chega para trazer não só a fantasia, mas o terror e a ficção-científica. Da fantasia épica à urbana, sem deixar de lado – é claro – grandes clássicos cult, o novo selo promete trazer o melhor da literatura fantástica nacional e internacional. Nesse primeiro momento a editora traz obras nacionais para abrir o selo, de Raphael Draccon, Carolina Munhóz, mas também já conta com autores como Neil Gaiman, Eoin Colfer, Michael Scott entre outros autores dos contos inéditos de Doctor Who, e a escritora e quadrinista G. Willow Wilson, vencedora do Fantasy World Award.

A editora indica ainda que vai sair obras adultas e já famosas no gênero da fantasia, terror e ficção científica. E visto as últimas novidades do mercado editorial fico imaginando se alguma das séries que vi ser comprada não vai sair pelo novo selo da Rocco. Será? Confira o visual do selo:


O que muitos leitores estão especulando é se a série "Os Segredos de Nicolau Flamel" vai ganhar apenas o novo selo no livro três ou se a editora vai relançar tudo, com capa nova e mais. Espero sinceramente que não porque já tenho os dois primeiros livros e odiaria ter que comprar de novo perdendo os exemplares que já tenho. Outra coisa que estou ansiosa para saber é se a editora vai relançar a série de Terry Goodkind que ela começou em 2006 e parou no primeiro livro. O livro não está mais no site da editora e por isso fica a dúvida se eles vão readquirir os direitos da série. Enfim. Comentem aí. O que acharam da novidade? E o que querem ver no novo selo da editora? Por enquanto é isso! Até mais!

20/07/2014

Resenha - A Abominação


Nome: A Abominação
No Original: The Abomination
Autor (a): Jonathan Holt
Tradutor (a): Marilene Tombini
Páginas: 378
Editora: Record
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Quando o corpo de uma mulher vestida em trajes sacerdotais é encontrado em Veneza, a capitã Kat Tapo é designada para o caso. Avançando na investigação, ela esbarra na pesquisa da segunda-tenente Holly Boland, sobre acontecimentos relativos a abusos cometidos na Guerra da Bósnia. Ao mesmo tempo, Daniele Barbo, dono do Carnivia — uma recriação virtual de Veneza —, é condenado por crimes na internet, mas desconfia da motivação da acusação. Os três buscam respostas, porém, ao verem suas suspeitas convergirem para o mesmo ponto, percebem estar envolvidos em algo muito maior.

Desde o momento que vi o livro entre os lançamentos da Record tentei adivinhar sobre o que era a trama. Assassinato envolvendo um universo online? Jonathan Holt com toda certeza uniu um tema atual ao assassinato e como não havia lido a sinopse de modo muito aprofundado não imaginei que a trama traria surpresas tão chocantes para o centro das atenções. Com um cenário diferente e um desenvolvimento rico e cuidadoso o autor trabalha um assunto forte, mas esquecido pela maioria. Uma história que surpreende e irrita pela realidade que passa.

A história começa com a descoberta do corpo de uma mulher vestida com uma batina. A capitã Kat e o detetive-coronel Piola estão à frente da investigação. Por causa da roupa que a vítima estava vestindo o caso chama atenção de todos. Considerado uma abominação uma mulher que se diz sacerdotisa da igreja católica, a dupla de investigadores tenta identificar a vítima quando chegam ao hotel onde ela alugava um quarto. Lá encontram mais caos. A vítima, Jelena, uma servo-croata, estava hospedada com outra mulher, que pela situação do quarto também foi assassinada. Barbara Holton, uma americana. No quarto encontram uma mecha de cabelo ensacada e diversos anúncios de prostitutas riscadas. À medida que Kat e Piola investigam o caso tudo aponta para o tráfico de produtos falsificados, de drogas e garotas. Mas os dois estão tendo dificuldade, alguém quer que a investigação pare e seja lá o que as duas mulheres estavam investigando é algo grande o suficiente para tentar matar o detetive Piola. Quando uma pista leva Kat ao exército americano baseada em Camp Erdele e a Daniele Barbo, o criador do Carnivia, que vinha sendo julgado por acusações fantasiosas, a detetive descobre que Jelena e Holton estavam investigando crimes da guerra da Bósnia. Daniele sabe que quem está por trás da perseguição ao Carnivia está tentando esconder algo muito maior. Dentro do site todos podem falar com privacidade, sem a menor possibilidade de governos ou agentes ficarem sabendo. Barbo sabe que a perseguição tem a ver com o caso que Kat investiga. Quando Holly Boland, uma segunda-tenente do Camp Erdele começa a procurar documentos relativos a operação do governo americano na guerra em busca de atender a uma solicitação de transparência ela se vê envolvida em um caso macabro com homens poderosos que ela jamais pensou ver envolvida em algo tão sujo. Juntos, Holly, Kat e Daniele tentarão desvendar o segredo por trás dos assassinatos e o que descobrirão poderá custar-lhes a vida.

É a partir dessa premissa que a história se desenvolve e devo dizer que o autor intercalou três camadas de tramas de forma muito inteligente e perspicaz, deixando pelo caminho pistas do que estava por vir. Porém ainda assim quando a verdade por trás de tudo veio a superfície fiquei chocada. Sempre soube de situações parecidas nas guerras que varreram a Europa depois da queda da União Soviética, mas jamais imaginei que haviam campos dedicados apenas a isso. É doentio e absurdo que quase ninguém foi julgado por tamanha barbárie. Quem entende de História provavelmente vai matar a charada rápido só de ler esse parágrafo, mas se você não sabe de todos os detalhes vai ficar chocado com a engenhosidade da trama apresentada pelo autor Jonathan Holt e pela coragem de criar uma trama ainda que parcialmente fictícia com tais acontecimentos no centro de tudo.

A narrativa é dividida entre os pontos de vista de Holly, Kat e Daniele, e a cada pista, a cada acontecimento importante a trama se tornava ainda mais instigante. O ritmo é rápido, mas cadenciado o suficiente para não ser corrido demais e o tom do autor é bastante forte, seus personagens são bem construídos, com personalidades que pouco a pouco se mostram, dando força a trama e não soando apenas o velho clichê mocinhos bonzinhos contra o mundo. A ambientação é fantástica, acho Veneza uma cidade fascinante, mas conhecer o outro lado dela, o lado feio e sombrio como toda cidade tem foi uma experiência ótima, ainda mais que o autor foi extremamente cuidadoso ao transportar a cidade para as páginas.

Os capítulos finais da trama foram tensos e em vários momentos fiquei com asco da história, e mais ainda ao saber que pelo mundo está cheio de pessoas exatamente como as que Holt descreveu em sua história, pessoas ainda piores e talvez nas mesmas agências e organizações. Um fim que promete uma continuação ainda mais tensa do que esse primeiro livro. A edição da Record está ótima como sempre, mesma fonte padrão, capa muito bem adaptada e tradução fluida. Uma história que sem dúvida precisa ser adaptada para o cinema, tanto pela história que conta quanto pelos eventos históricos que são tão bem inseridos na trama. Recomendado a todos que gostam de um bom thriller, um bom investigativo, mas também para aqueles que querem uma história inquietante, que traz algo real para a trama. Segredos, atrocidades, conspirações. Leiam e se surpreendam! Até mais!

Carnívia - Jonathan Holt
1- A Abominação
2- The Abduction
3- Sem Título Ainda