21/04/2014

Resenha - Alvorada dos Aspectos


Nome: Alvorada dos Aspectos
No Original: Dawn Of The Aspects
Autor (a): Richard A. Knaak
Tradutor (a): Bruno Galiza
Páginas: 336
Editora: Galera
Comprar: Travessa - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: A incerteza aflinge os guardiões de Azeroth enquanto lutam para encontrar um novo propósito. O dilema preocupa Kalecgos de forma especialmente intensa. Tendo perdido seus poderes, o mais jovem dos antigos Aspectos Dragônicos precisa entender como ele - ou qualquer um de sua espécie - pode fazer alguma diferença na ordem das coisas. A resposta está no passado remoto, quando bestas selvagens chamadas protodracos governavam os céus. Por meio de um misterioso artefato encontrado perto do coração de Nortúndria, Kalecgos testemunho esta violenta era e a surpreendente história dos Aspectos originais: Alextrasza, Ysera, Malygos, Neltharion e Nozdormu. Em sua mais primitiva forma, os futuros protetores de Azeroth precisam se unir contra Galakrond, uma criatura nefasta que ameaça a existência de sua espécie. Mas esses simples protodracos teriam sido capazes de enfrentar tal adversário sozinhos... ou um poder desconhecido os ajudara? Teriam recebido a força pela qual se tornaram lendários? Ou a conquistaram com sangue? As respostas estão ao alcance de Kalecgos. E essas revelações vão mudar tudo o que ele acreditava saber sobre os eventos que levaram... à Alvorada dos Aspectos.

Faz muitos anos que já tinha aceitado o fato de que se quisesse ler os livros baseados em World of Warcraft teria de ser em inglês, por isso quando a Galera começou a lançar a série fiquei muito feliz depois de superar que não seria na ordem cronológica. Antes fora de ordem do que nada não é mesmo? Entre meus personagens favoritos de Azeroth estão as revoadas dragônicas e foi fantástico conhecer a verdadeira dos aspectos. Knaak faz um ótimo trabalho de modo geral, com umas partes melhores do que as outras.

Antes de qualquer coisa você precisa saber que o livro foi lançado originalmente em cinco partes digitais que após o lançamento do último ganhou uma versão física e por isso falei que algumas partes são melhores do que as outras. A história se passa entre Marés da Guerra e Sombras da Horda, quando Kalec ainda procura uma forma de mostrar aos ex-aspectos que mesmo sem seus dons Azeroth ainda precisa deles como protetores. Depois de um encontro desastroso no Repouso das Serpes entre os líderes das revoadas Kalec estava voltando para o Nexus, lar a revoada azul quando sentiu algo vindo do norte, do vasto congelado campo, último repouso de muitos dragões. A energia vinha de um corpo que assustou até mesmo Kalec, os restos de Galakrond, o pai dos dragões. O que Kalec encontra lá é um artefato, octogonal e que emanava uma aura lavanda e que gerou visões estranhas. Satisfeito por ter algo para investigar ao invés de ficar pensando na fracassada reunião dos ex-aspectos, Kalec levou o artefato para o Nexus, mas chegando lá mal teve tempo de pensar quando foi engolido por uma escuridão avassaladora. Pior foi acordar e se ver preso a uma situação única. Estava no corpo de Malygos, na consciência do primeiro aspecto da revoada azul e o que via era um passado muito distante, antes mesmo de Malygos ser feito um aspecto pelos titãs. Kalec acompanhava a vida de Malygos, identificando ainda Ysera, Alextrasza e os outros ainda como protodracos. Kalec fica fascinando, mas ao mesmo tempo assustado com o poder do artefato. Sem avisos ou preparo o artefato o engole e o desperta dessas estranhas visões. O que ele vivencia através dos olhos de Malygos mudará tudo o que sempre soubera sobre a origem dos Aspectos além de dar a chave para resgatar o espírito de luta e proteção dos ex-aspectos.

A premissa é essa e mesmo para quem não acompanha o jogo o livro é uma ótima leitura. Conheça a origem dos cinco Aspectos que por milênios zelaram pelo mundo de Azeroth. Como cinco protodracos pequenos, sem muito recursos derrotaram um inimigo muito além de suas forças e mudaram para sempre a história de Azeroth. A narrativa de Knaak muda de ritmo de acordo com a parte da história. Enquanto temos Kalec no passado o ritmo é forte e bastante fluido. Já no presente a história fica mais confusa. O autor não colocou muito bem a reação do dragão azul diante do artefato. Kalec é muito inteligente e acredito que teria lidado melhor com o artefato do que o autor passou ao leitor.

Um ponto que merece destaque e que gostei muito no livro foi a ambientação e as descrições, tanto das lutas quanto dos protodracos. Knaak faz um belo trabalho conseguindo mergulhar o leitor em cada detalhe e nuance desses seres incríveis que são os dragões de Azeroth. A visão do autor de Galakrond e das batalhas incríveis lutadas no passado é épica e impressionante. Foi impossível não ficar admirado com o tamanho de Galakrond e o ritmo de destruição apavorante que ele causara. Mais legal ainda foi ver como os cinco dragões que conhecemos há tempos lutaram antes de ser Aspectos e antes de deterem os poderes de cada um. Muito bom ver o entrosamento de Malygos, Ysera, Alextrasza, Neltharion e Nozdormu antes de tudo o que sabemos acontecer. Antes das traições e das decepções, antes da amizade acabar.

Leitura rápida, que desenvolve muito bem uma história ótima, dando um passado a altura para a origem dos cinco dragões aspectos. Deixando ainda esperança de que os cinco consigam lidar melhor com a perda de suas funções. A abordagem de Richard A. Knaak é bem fiel aos outros livros que li de World Of Warcraft e espero ler outros livros dele. A edição da Galera está ótima, fonte agradável, boa diagramação e capa muito bem adaptada. Ficou lindo o tom do livro. Recomendo a todos os fãs da série claro, mas também para quem gosta de histórias de dragões. É uma história épica, com cenas de ação fortes e criaturas fascinantes. Leiam e se surpreendam com os dragões de Azeroth! Até mais!

19/04/2014

Resenha - Filha da Floresta


Nome: Filha da Floresta
No Original: Daughter Of The Forest
Autor (a): Juliet Marillier
Tradutor (a): Yma Vick
Páginas: 616
Editora: Butterfly
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos. O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... Os invasores da floresta, os salteadores de além-mar, os bretões e os vikings, estão todos decididos a destruir este lindo paraíso. Porém, o mais urgente para os guardiões de Sevenwaters é destruir o mal sombrio que se introduziu em seu domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Landy Oonagh conquista Lorde Colum, mas não consegue encantar a prudente Sorcha e seus bravos irmãos. Frustrada por não conseguir destruir a família, ela aprisiona os jovens guerreiros com um feitiço que somente a força silenciosa de Sorcha pode quebrar.

Tida como uma das melhores autoras de fantasia e com um vasto número de livros, Juliet Marillier é, infelizmente, um nome pouco visto aqui no Brasil por isso quando a Butterfly lançou o primeiro da série Sevenwaters agarrei a oportunidade de ler sua história. O universo apresentado por Marillier é mais um resgate da mitologia celta, dos contos e do folclore da Irlanda do que uma fantasia propriamente dita.

Não vou falar muito da história porque a sinopse já passa bastante da história. Sorcha é a irmã mais nova de seis irmãos e o domínio de sua família, Sevenwaters, é um lugar estranho para seus próprios conterrâneos. Só quem nasce em Sevenwaters entende a força da floresta e os segredos que a terra esconde. Até mesmo os aliados de seu pai têm dificuldade no terreno. Sorcha e seus irmãos sempre admiraram isso, e amavam o lugar onde moravam. Unidos de forma extraordinária desde que a mãe morrera, os sete vê suas vidas mudar quando começam a crescer. Cada um seguindo suas funções, mas ainda unidos em uma amizade. Quando seu pai retorna para casa com Lady Oonagh pouco a pouco Sorcha começa a ver seus irmãos agindo como nunca agiram. Os irmãos começam a brigar entre si, sentimentos como inveja, ciúmes e raiva começam a emergir. Mas seja quem for, Oonagh subestima a força que une os sete irmãos. Sorcha e eles resistem cada um à sua maneira ao poder que a mulher exerce sobre todos. Quando em uma noite terrível Lady Oonagh cansa de tentar submeter os irmãos a sua vontade e os sete falham em conseguir expulsá-la de Sevenwaters os 6 são transformados em belos cisnes e a Sorcha só restar fugir. Quando a Dama da Floresta mostra um caminho doloroso e árduo para salvar seus irmãos Sorcha aceita. Atravessando dor, sofrimentos, solidão e medo, Sorcha lutará para cumprir sua parte e libertar seus irmãos.

É a partir dessa premissa que a autora desenvolveu sua história. A ideia por trás do livro vem de pelo menos dois contos conhecidos, uma versão reunida nos contos dos irmãos Grimm e outra nos contos de Hans Christian Andersen. O conto da jovem princesa que teve seus irmãos aprisionados como cisnes, ou corvos aparece em ambas as coletâneas e achei fantástico a ideia de autora de reconstruir o conto, com mais profundidade e emoções. Os personagens são cativantes e a história tem passagens que fará o leitor sofrer e torcer por eles. A autora consegue uma história que instiga e envolve em todos os aspectos, coisa que poucos autores conseguem.

Marillier retrata um lugar belíssimo e ancestral, com personagens fortes e que se mostram únicos com o passar da trama. Uma trama interessante, marcada por momentos forte e personagens de força. É um casamento perfeito, que equilibra narrativa fluida, descrições sem exageros e emoções na dose certa. Na parte final esperei mais de algumas cenas, mas nada que atrapalhe a história. São apenas detalhes que gostaria que a autora tivesse mostrado ao invés de esconder. Mostrou com detalhes uma cena horrível e deixou uma cena sem descrição nenhuma. Se você ler vai entender. O fim foi ótimo, tenso, com ação e emoções a flor da pele.

Uma leitura rápida, que vai mexer com o leitor e que vai além das limitações descritivas do gênero. Gostei muito da forma que Juliet Marillier entrelaça mitologia céltica e cultura usando a história real de conflitos entre os povos do que hoje é a Irlanda e os bretões do atual Reino Unido na trama. É sempre ótimo conhecer coisas novas ao mesmo tempo em que se acompanha uma ótima história. A edição da Butterfly está ótima. A fonte é muito agradável, a diagramação bonita e adorei a capa. Uma história que renderia um filme ótimo, sombrio, angustiante e belo. Recomendo a todos que tem curiosidade de ler fantasias, mas ao mesmo tempo querem algo mais palpável. É uma mistura de mundo real, história, folclore e cultura da Irlanda. Com personagens fortes carregados de sentimentos e emoções. Leiam e se surpreendam! Até mais!

Sevenwaters - Juliet Marillier
1- Filha da Floresta
2- Filho das Sombras
3- Filha da Profecia
4- Heir to Sevenwaters
5- Seer of Sevenwaters
6- Flame of Sevenwaters

18/04/2014

Resenha - Manuscritos do Mar Morto


Nome: Manuscritos do Mar Morto
No Original: Dead Sea Deception
Autor (a): Adam Blake
Tradutor (a): Camila Fernandes
Páginas: 480
Editora: Novo Conceito
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: A ambiciosa policial Heather Kennedy está em seu trabalho mais difícil: seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção. Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã. Em seu escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman — seu futuro parceiro — também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam… Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo. Entre um terrível acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade-fantasma no México.

Um dos raros livros que fiquei sabendo sobre o lançamento muito perto da data, Manuscritos do Mar Morto faz parte de um gênero que nunca decidi se amo ou se odeio. É estranho dizer que tenho uma vontade imensa de ler os livros quando eles são lançados, mas muitas vezes me decepciona com o que encontro. É sempre assim com livros de tramas que envolvem conspirações religiosas e históricas. A história de Adam Blake que dá início a série não é diferente. Comecei, ao mesmo tempo, curiosa e com o pé atrás. Dessa vez a surpresa foi boa. Uma história ágil, bem construída e que consegue manter o suspense.

Kennedy está em uma péssima fase na sua carreira como policial. Depois de falar a verdade em um relatório e contradizer seus companheiros, Kennedy é vista como uma pária e está sob investigação. Por isso quando a irmã de um professor universitário que rolou escada abaixo insiste para a polícia dar mais uma conferida no caso, seu superior passa o caso para Kennedy. Ela sabe que o caso não vai dar em nada, um típico abacaxi passado a ela apenas para constrangê-la ainda mais. O que ela não imaginava é encontrar provas contundentes que o professor não rolou a escada por acidente. Com pouca observação Kennedy percebe que a polícia fez um trabalho porco na cena do crime, deduzindo logo que a vítima rolou a escada apenas por estar caído no pé de uma. Kennedy descobre que o professor estava traduzindo um obscuro manuscrito descoberto no mar morto. Um manuscrito que ninguém considerava algo sério. Quando o parceiro de Kennedy, um jovem policial descobre que outros acadêmicos haviam morrido de forma duvidosa, acidentes, suicídios e quedas, Kennedy começa a acreditar que há algo muito mais estranho por trás desse caso. Do outro lado da trama conhecemos Leo Tillman, um homem que há mais de uma década busca respostas para o sumiço de sua mulher e filhos. Depois de servir no exército e adquirir as habilidades necessárias, Leo partiu em busca do único nome que conseguiu ao longo desses anos. Um nome que também está na investigação de Kennedy, e levará o caminho dos dois a se unir em uma perigosa busca. De uma casa cheia de arquivos a queda de um avião dos Estados Unidos. Pelo mundo e pela história. Sobreviverão eles a essa caçada?

A premissa pode parecer comum dentro do gênero, mas à medida que os capítulos passam Blake revela ao leitor uma trama mais intricada e inovadora do que parece à primeira vista. Desde o começo tentei adivinhar o que viria e não passei nem perto da verdade. A imprevisibilidade da trama aliada a dois protagonistas interessantes torna a história muito instigante. A curiosidade de descobrir o que está acontecendo mantém o leitor preso a narrativa, que é, ágil e tensa. A narrativa é dividida entre vários pontos de vista, com destaque para os de Kennedy e Tillman, o que torna o ritmo mais agradável visto que os dois são personagens com modo de pensar bem diferente.

A ambientação é vasta e um dos fatores que gostei no livro, passando de alguns lugares pelo mundo e com destaque para o Reino Unido o autor leva o leitor pelos meandros de sua história. O ar de mistério por trás de cada capítulo narrado pelos misteriosos perseguidores de Tillman deixam o leitor mais tenso e curioso em busca pelas respostas. A ideia por trás de toda a trama é macabra e muito estranha. Não vou dar mais detalhes para não estragar a surpresa, mas Blake construiu uma história muito interessante para fundo de sua trama. O fim foi carregado de ação e tensão como todo thriller, deixando ainda pontas para o segundo livro que estou curiosa para descobrir onde vão terminar.

Leitura rápida, intrigante e imprevisível. Adam Blake se mostra um excelente construtor de tramas. Sua escrita é perspicaz e fluida, deixando nas entrelinhas mais do que aparenta e conquistando o leitor desde o começo, o que é importante para um thriller nesse estilo. A edição da Novo Conceito está ótima, mas é uma pena ver a capa do livro alterada e impossível de casar com o segundo livro. Como todo thriller envolvendo história, assassinatos e religião o livro renderia um ótimo filme. Recomendo a todos os fãs do gênero e também aos que querem conhecer, já que o livro mescla investigação com todo o mistério. Mistérios, intrigas, segredos milenares e ótimos personagens. Leiam! Até mais!

Leo Tillman & Heather Kennedy - Adam Blake
1- Manuscritos do Mar Morto
2- O Código do Apocalipse
3- Sem Título Ainda

17/04/2014

TOP Comentarista - Abril

Olá! Como vai o dia? Aproveitando o feriado resolvi colocar várias coisas em dia e uma delas é o TOP. O contador está rodando desde o começo do mês e ainda não tinha apresentado os prêmios desse mês. O kit conterá marcados da Galera Record, Valentina, Farol, Geração, Vergara & Riba, Verus, Arqueiro, Intrínseca e Rocco. Além de um exemplar de livro da Novo Conceito a escolher entre as opções abaixo. Tem marcador de trilogia completa. Gostaria de avisar ainda que o resultado de março vai ser postado junto com o de abril no dia primeiro de maio, ok? Como estou impossibilitada de tirar fotos hoje vou listar os prêmios e depois atualizo o post com uma foto. Vamos aos prêmios de abril:

2 marcadores "Eu Amo a Galera"
2 marcadores "Névoa"
2 marcadores "Total War II: Destruição de Cartago"
2 marcadores "Battlefield: O Russo"

16/04/2014

Novidades e Lançamentos #194

Olá! Como vai o dia? Hoje trago para vocês o primeiro apanhado do que vem por ai em maio. Por causa do feriado quase na última semana do mês as editoras começaram a liberar mais cedo. São lançamentos da Gutenberg, Saída de Emergência Brasil, Galera Record, Valentina, Única, Record e mais. Os livros já estão todos em pré-venda e no Skoob. Você que acompanha as redes sociais do blog e o Guia de Lançamentos já deve ter visto as capas e agora confere as informações completas. Tem continuação, séries novas, jovem adulto esperado e thrillers. Vamos os lançamentos:

Sol e Tormenta, de Leigh Bardugo, 368 páginas.
Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.
Espinho de Prata, de Raymond E. Feits, 416 páginas.
Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão – o mais jovem larápio dos Zombadores, a Guilda dos Ladrões – surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo. Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los? Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.

Fragmentos, de Dan Wells, 520 páginas.
O que significava a Verdade? Quem era responsável pelo fatal vírus RM? Por que os Partials morriam aos 20 anos? E afinal, o que era ela, humana ou Partial? Kira Walker sabia que todas essas perguntas sem respostas eram fragmentos de um grande segredo. Só não imaginava o quanto ela era a peça-chave nessa história. Volume dois da trilogia Partials. 
Destino Mortal, de Suzanne Brockmann, 536 páginas.
Expulso de um grupo de elite de forma desonrosa, o ex-Navy SEAL Shane Laughlin está com seus últimos 10 dólares no bolso quando, finalmente, consegue um emprego para participar de um programa de testes no Instituto Obermeyer (IO), uma fundação de pesquisas e desenvolvimento desconhecida do grande público e que trabalha com atividades secretas. Logo, Shane descobre que existem certos indivíduos que têm a habilidade única de conseguir acesso a regiões inexploradas do cérebro, com resultados extraordinários, incluindo telecinesia, força sobre-humana e reversão do processo de envelhecimento. Conhecidos como Maiorais, essas raras figuras são criadas ou recrutadas pelo IO, onde, rigorosamente treinadas com o auxílio de técnicas ancestrais, conseguem cultivar seus poderes e usá-los de forma responsável. No entanto, nas profundezas da segunda Grande Depressão dos Estados Unidos, onde o abismo social entre os que têm muito e os que não têm nada ameaça a ordem de forma definitiva, ricaços imprudentes descobriram uma alternativa sedutora na forma de um novo produto: Destiny. Trata-se de uma droga de fabricação quase artesanal, capaz de transformar qualquer pessoa num Maioral, além de oferecer a atração especial de garantir a juventude eterna para o usuário. O cartel sinistro conhecido como a Organização começou a produzir Destiny em larga escala, e a demanda pela droga se tornou epidêmica. Poucos, porém, sabem do verdadeiro perigo da nova droga, e são ainda em menor número os que detêm o segredo sujo do ingrediente crucial para a fabricação da substância. Michelle “Mac” Mackenzie é uma das poucas que conhecem toda a verdade.

15/04/2014

Resenha - Quando Tudo Volta


Nome: Quando Tudo Volta
No Original: Where Things Come Back
Autor (a): John Corey Whaley
Tradutor (a): Carolina Caires Coelho
Páginas: 224
Editora: Novo Conceito
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.

Quando soube que a Novo Conceito lançaria o livro fiquei muito feliz porque ele era um daqueles muito elogiados tanto pela crítica quanto pelo público. Livros assim estão se tornando raro, ainda mais com histórias que passeiam entre o adulto e o jovem. A história de John Corey Whaley é singular. Não estava certa do que iria encontrar e só o que me vem à mente é a palavra singular. Um personagem diversos pontos de vista e uma história que aparenta ser mais de uma.

Cullen Witter, o rapaz que leva uma vida de cidade do interior, que tem uma irmão mais novo muito parecido com ele e que vê o primo morrer de overdose. Cullen está nos últimos momentos do ensino médio e acompanha como um observador a vida, seja na sua família ou na sua cidade, Lily em Arkansas. Enquanto o primeiro de Cullen morria, John Barling, um observador de pássaro jurava que havia visto um pica-pau Lázaro, que todos acreditavam estar extinto desde a década de 40 e Benton Sage chegava a África para sua primeira missão da igreja na Etiópia onde descobre que levar a palavra de Deus é algo diferente do que ele imaginava. Em um dia comum Cullen Witter estava com seu melhor amigo Lucas Cader quando conheceu Alma Ember e também um dia comum quando Benton Sage conheceu Cabot Searcy em um quarto na universidade. É a partir dessa cadeia de acontecimentos e encontros que a história de como Gabriel, um garoto excepcional demais para uma cidade tão pequena, desaparece sem deixar rastros é contada em meio a uma cidade em polvorosa por um pássaro que pode ou não estar de volta.

Preferi fazer um parágrafo de apresentação diferente porque a história merece. Desde os primeiros capítulos ficamos na dúvida sobre aonde o autor quer nos levar com sua história e esse fato é o que move o leitor capítulo a capítulo. A curiosidade genuína que surge a partir de pontos de vistas tão diferente e aparentemente sem um rumo específico. A narrativa é ótima, a voz que o autor imprime a cada um de seus personagens é curiosa e bastante diferente. Cullen é o melhor dos narradores e seu humor irônico leve preenche as páginas com uma fluidez espantosa. As descrições é um acessório a mais para essa história tão singular.

Se você me perguntasse sobre o que esse livro é não poderia responder com sinceridade sem estragar a surpresa. Esse livro por trás da trama é sobre pessoas, segundas chances e o modo como elas podem agir. Corey Whaley tem um modo muito único de contar um drama de forma tão leve e natural, que soa como um daqueles casos que ouvimos no interior. É uma bela história, que vai surpreender o leitor de uma maneira ou de outra. O verdadeiro X por trás do sumiço de Gabriel é algo que não imaginei nem de longe. Muitas pessoas podem não compreender a forma como o autor conta sua história. O problema é que a beleza da história está na forma como ela foi contada. Eu achei o fim ambíguo, fica duas possibilidades no ar e adoraria saber o que o autor pensou na verdade. Existem finais felizes ou não?

Leitura rápida, que flui em um ritmo agradável e que vai cativar o leitor pela sua singularidade. Uma história para ser lida e sentida, não totalmente entendida. John Corey Whaley capta com precisão o clima de cidade pequena e a complexidade do ser humano. O autor troca de primeira pessoa para terceira pessoa quando Cullen está imaginando coisas que não estão acontecendo e essa é uma dica que deixo para você ver o final de outra forma. A edição da Novo Conceito está ótima, desde a tradução até a adaptação perfeita da capa. Recomendo a todos que cansaram do comum. Um jovem adulto que está na em uma linha muito embaçada entre o jovem adulto e o adulto. Uma história sobre segundas chances, realidade e pessoas comuns. Leiam e se surpreendam! Até mais!

14/04/2014

Resenha - As Mentiras de Locke Lamora


Nome: As Mentiras de Locke Lamora
No Original: The Lies of Locke Lamora
Autor (a): Scott Lynch
Tradutor (a): Fernanda Abreu
Páginas: 416
Editora: Arqueiro
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos, de quem mais valeria a pena roubar?, mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver. 

Conheci a série protagonizada por Locke Lamora pouco depois que comecei o blog e na época pensei que nunca veria o livro por aqui. Elogiado por grandes autores e tido como brilhante a história de Scott Lynch é mais do que uma fantasia. O autor vai além do mundo novo e das características comuns da fantasia, trazendo um protagonista tão fascinante quanto a trama, aliás, é impossível dizer o que é mais brilhante: o protagonista, a trama, o mundo ou a escrita. Um jogo de palavras e tramas fascinante. Gostei demais do conjunto todo, coisa difícil de acontecer. Conheçam.

A primeira coisa a se entender sobre Camorr é a intricada organização que existe na cidade. O submundo de Camorr é controlado por Capa Barsavi. Todos abaixo dele pagam para ficar fora do radar e não ser incomodado. Na base dessas organizações que trabalham na cidade está o Aliciador, ele é a base, e quando seus órfãos crescem com determinadas especialidades ele os vende para organizações maiores. Como em uma longa escada. Locke era um órfão de Camorr, a rica, bela e conturbada cidade com canais, pontes e prédios de pedra quando ele foi recolhido pelo Aliciador. Mas Locke é um perigo ávido demais para o Aliciador, que decide vendê-lo. O Padre Correntes para todos é o sacerdote cego da Casa de Perelandro, mas que não é nem cego e nem sacerdote de Perelandro. Correntes dirige uma organização pequena, requintada e invisível, os Nobres Vigaristas, acostumados a dar golpes tão sutis quanto desconcertantes. Seus órfãos são treinados não apenas na arte de roubar. São educados e afiados para soarem perfeito na pele de qualquer papel necessário. Locke Lamora, um garoto que aos cinco já impressionava por sua astúcia cresceu aprendendo o melhor, aperfeiçoando seu dom natural e agora se preparava para o maior golpe de suas vidas. Acompanhado de seus companheiros Nobres Vigaristas e depois de uma longa preparação se prepara para levar toda a fortuna de Dom Salvara. O plano era bom, as informações muitas, estava tudo no devido lugar, mas Locke não reparou na sombra que acompanhava seus movimentos do céu. E nem o inimigo invisível que queria eliminá-lo para ir em busca de um prêmio bem maior. O Espinho de Camorr é o alvo e ele terá de usar toda a astúcia do mundo para sobreviver a essa cruzada.

Intercalando passado e presente somos apresentados a Locke Lamora. Através de interlúdios muito bem encaixados o autor ganha o leitor antes de passarmos da página 50. A narrativa construída por Scott Lynch é um deleite para o leitor. Uma linguagem única, que prende e fascina o leitor. Sem se prender a longas descrições e a uma apresentação rebuscada do ambiente o autor consegue apenas com o correr da trama mergulhar o leitor em um mundo fascinante. A cidade de Camorr, sua organização, sua beleza e vida é passada ao leitor de forma vívida e marcante através da história. É surpreendente como o autor consegue esse feito de forma tão natural. É imperceptível a forma como ele introduz seu universo.

Aliando essa qualidade narrativa fora do comum a uma gama de personagens únicos, Lynch surpreende o leitor a cada virada em sua trama. Tanto no presente quanto nos interlúdios do passado a trama vai se desenrolando sem um minuto de previsibilidade e se você pensa que Locke é o herói dos heróis, o mocinho dos mocinhos está enganado. Ele é inteligente, bem-humorado, sem vergonha, perspicaz e audacioso, mas não é santo. Suas mentiras passeiam por toda escala de bondade a vilania, seu jogo é sempre a seu favor e daqueles que gosta. Lynch não poupa personagens, mortes acontecem e deixam o leitor pasmo. O ritmo do livro é ágil e engole o leitor, numa trama repleta de voltas que culmina em um fim fantástico. Não é à toa que o nome Locke soa tanto como Loki, o deus nórdico da trapaça. O articulador e caluniador que fazia o panteão nórdico de bobo com suas armações e planos. Lynch consegue um personagem ainda mais forte. Com problemas e segredos, e que deixa o leito em suspensão. O que virá agora?

Leitura rápida, imersiva e instigante. Ainda não me cansei de repetir que a construção da história é brilhante. Scott Lynch foi genial ao dar a história um cenário tão inovador e incrível. E mais ainda ao investir em um protagonista tão diferente do visto em fantasias. A edição da Arqueiro está ótima, desde a fonte até a escolha da capa. Uma história que se adaptada com fidelidade renderia filmes maravilhosos tanto esteticamente quanto pelo roteiro. Recomendado a todos. Não precisa ser fã de fantasia para ler esse. Perfeito para quem gosta de tramas inteligentes, intricadas, bem articuladas, surpreendentes e marcada por ótimos personagens. Leiam! Até mais!

Nobres Vigaristas - Scott Lynch
1- As Mentiras de Locke Lamora
2- Mares de Sangue
3- The Republic of Thieves
4- The Thorn of Emberlain
5- The Ministry of Necessity
6- The Mage and The Master Spy
7- Inherit The Night

13/04/2014

Resenha - O Último Homem Bom


Nome: O Último Homem Bom
No Original: Den sidste gode mand
Autor (a): A.J. Kazinski
Tradutor (a): Cristina Cupertino
Páginas: 480
Editora: Tordesilhas
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Sinopse: Em Pequim, um monge cai morto em sua cela. Uma marca terrível e desconhecida cobre-lhe as costas. Em Mumbai, um economista adorado por ajudar os pobres morre de forma repentina. Seu cadáver ostenta a mesma marca. Ao redor do mundo, há relatos de mortes semelhantes – e todas as vítimas eram humanitários. Em Veneza, um policial dedicado lança pela Interpol um alerta para a polícia das principais capitais do mundo: encontrem as pessoas boas do seu país e digam-lhes o que está acontecendo. Em Copenhague, onde estava para ser realizada a Conferência Mundial sobre o Clima, a tarefa é entregue ao detetive Niels Bentzon. Treinado para enxergar o pior da humanidade, a princípio ele não é bem-sucedido em sua busca. Quando já estava quase desistindo, conhece Hannah Lund, uma cientista brilhante que o ajuda a juntar as peças do quebra-cabeça: segundo as escrituras judaicas, a cada geração existem na terra 36 pessoas boas, ou “justas”. Sua função é proteger-nos, e sem elas a humanidade pereceria. Trinta e quatro estavam mortas e era preciso encontrar as outras duas.

No ano passado depois de cadastrar um ou dois livros da editora no Skoob e ir atrás de conhecer o catálogo deles acabei conhecendo o livro que é a estreia da dupla dinamarquesa Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich criaram sob o pseudônimo A.J. Kazinski. O livro, vendido para diversos países e bestseller internacional é uma mistura elegante de mistério policial com thriller conspiratório de mistério. Unindo perspicácia com uma pesquisa interessante acerca de uma lenda do judaísmo os autores desenvolveram sua história.

Niels Bentzon estava começando mais um dia de trabalho após uma difícil negociação no dia anterior quando seu chefe pediu que ele fizesse algumas pesquisas em um caso que havia chegado da Interpol. Não era nada seu chefe dissera, apenas uma prevenção para caso acontecesse algo e a polícia fosse culpada. Quando seu chefe falou que ele teria de ir atrás das pessoas boas da cidade e preveni-las ele não acreditou. Mas era isso mesmo. O alerta dizia que alguém estava matando as pessoas boas do mundo. Bentzon listou algumas pessoas, humanitários, advogados dos direitos humanos entre outras pessoas do meio e começou suas visitas apenas de praxe. Quando Niels vai atrás do marido de Hannah Lund descobre que ele se mudou para o Canadá, mas o mais importante é as informações que Hannah passa para ele. Hannah é uma astrofísica, de Q.I. elevado e que sempre foi brilhante. Hannah conhece a história dos 36 homens bons que Deus colocou na terra. A história vinda do judaísmo tem paralelos que não podem ser apenas coincidência. A lista de casos que o detetive italiano enviou pela Interpol é grande e pelos números que Hannah descobriu nas estranhas marcas nas vítimas ainda faltam muitas. Correndo contra o tempo e a pressão que surge pelas visitas importantes que a cidade vai receber Niels precisa descobrir se o caso é real e se for quem será a próxima vítima. O detetive italiano acredita que será na Dinamarca, mas quem e porquê? Como descobrir qual é a pessoa boa correta? E o detetive italiano, será essa apenas uma obsessão sem sentido ou um caso assustadoramente real?

É a partir dessa premissa que a história se desenrola e para um thriller policial com traços históricos a narrativa é bastante cadenciada. Os autores preferiram investir em mais densidade do que velocidade. Antes de finalmente chegarmos à conclusão de que o caso tem a ver com os 36 homens bons os autores desenvolveram bastante o protagonista e também outras pontas secundárias da história. Por um lado o ritmo mais lento na primeira metade foi ótimo para aumentar o clima tensão da trama, mas por outro teve pistas mal aproveitadas. A história flui de verdade e conquista a atenção do leitor a partir do momento que Hannah Lund entra na história. É ai que a história muda.

Hannah é uma personagem interessante desde sua primeira aparição. As curiosidades e informações que ele acrescenta ao caso são fantásticas, rendendo passagens ótimas, onde o leitor não só tenta montar o caso e descobrir o que está acontecendo como também se vê conhecendo coisas novas. O modo como Hannah descobriu o quadro geral dos assassinatos foi muito inteligente e tornou a parte final do livro muito melhor do que a primeira. O grande problema que tive foi a resolução do caso. O fim real do livro não me agradou. Estava esperando uma conclusão bombástica depois do ótimo meio e foi apenas bom.

Leitura que começa lenta e acelera a medida que o caso ganha mais informações. Os autores conseguem no geral uma história criativa, que peca em poucos aspectos e mantém o leitor preso até o final, instigado em busca de respostas e pelos personagens interessantes. A edição da Tordesilhas está ótima, diagramação e fonte. Uma pena que a capa não é a original que casa com a do segundo livro. Recomendado a todos que procuram um thriller diferente, que investe em personagens interessantes, em um cenário único e em uma trama de camadas, que se desvenda aos poucos. Leiam! Até mais!

Niels Bentzon - A.J. Kazinski
1- O Último Homem Bom
2- O Sono e A Morte
3- Sem Título Ainda